Comentário do Pinguim #3 – Quando vai estar bom para se preparar financeiramente?

O ser humano parece que nunca está numa situação satisfeita; há sempre uma oportunidade ou outra de reclamar e se socializar com outros seres humanos reclamões, ou de culpar alguma coisa ou outra pela razão que sua vida não está 100% perfeita ou de acordo com algum padrão ditado.

Esta matéria do InfoMoney reverbera bem a mensagem, quando expõe que mais de 60% da população não consegue economizar nada no fim do mês.

Isso mesmo, mais de metade da população pesquisada tem uma taxa de aporte zerada, e isso em meio a uma situação econômica positiva, onde se canta um repertório de recuperação e reconquista econômica no país, junto ao novo governo.

Como é que tanto em meio a prosperidade econômica as pessoas ainda não conseguem se beneficiar financeiramente? A resposta pode estar na forma de como as pessoas justificam suas decisões financeiras.

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Maior que Zero

Se você quer uma lição matemática, mas não manja muito de exatas, aqui está uma bem simples e muito poderosa para você levar no seu dia: qualquer número positivo é infinitamente maior do que zero. Ou, de forma ainda mais simplificada, 0.01 > 0.

O que isso significa? Na busca do sucesso, o que conta no final é o esforço, e este esforço conta em todos os níveis – grandes e pequenos. Muitos falam sobre “dar o sangue,” trabalhar o máximo, virar noites para entregar e muito mais na hora de atingir um objetivo, mas esquecem-se que também conta o tanto quanto fazer uso daqueles 10-15 minutos que sobram quando você quando volta do almoço, ou a meia hora que têm em casa antes do café da manhã e se trocar, ou o tempo que passam no transporte público indo e vindo do trabalho.

Há muitas oportunidades para se conseguir arranjar tempo e esforço para realizar alguma tarefa ou atingir objetivo, se a motivação por trás existir. O verdadeiro esforço existe neste contexto: aproveitar os momentos disponíveis para sair do zero. É a frase que uso para me motivar: No more zero days!

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Errando

Recentemente, errei. Novamente. Fiz uma decisão que parecia ser a coisa certa na hora, mas finalmente percebi que não era e as consequências vieram. Errei depois de ter errado várias outras vezes numa vida inteira, e provavelmente não será a última vez. Mas, ainda assim, averiguei a situação, percebi que o erro não era nada fatal, me reergui e segui em frente, com muitas novas lições aprendidas a mais no bolso.

O parágrafo acima poderia ter sido completamente omitido e esquecido em meio ao meu cotidiano, mas eu optei por escrevê-lo por possuir uma coisa que poucos param para apreciar o seu valor verdadeiro: errar. Desde pequenos, somos condicionados a temer erros quando, tal como diz o ditado, eles são naturais ao ser humano, e cruciais no nosso aprendizado diário.

Ainda assim, porém, parece que todos nós temos uma persistência em abominar erros e qualquer desvio da perfeição procurada. Aqui, somos rápidos para apontar as pessoas ao nosso redor como os culpados, como as escolas, os professores, os pais e a sociedade, por exemplo. Mas a verdade é que mais do que qualquer outro, quem abomina e pune nossos erros somos nós próprios. Aprendemos desde cedo na vida que quem erra ou pratica algo fora do aceitado como certo é punido, então desenvolvemos uma defesa própria interna para nos punir e policiar contra estes erros.

Esta manobra, porém, não é sem consequência, já que reprimir os erros significa reprimir a criatividade e o espírito de experimentar que é necessário para o desenvolvimento pessoal. E assim, limita-se a vontade de tentar novamente ou querer evoluir para melhorar e conseguir acertar.

Quais são as coisas que nossos erros podem trazer que podem nos melhorar?

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Segurança Digital #1 – Como Investir na sua Segurança Digital

Tenho notado que a maioria dos meus posts aqui no Pinguim Investidor têm sido sobre Investimentos, mas têm faltado “pinguim” por aqui. Por isso, hoje vou fazer uma pequena mudança e falar um pouco mais sobre o alguns aspectos da TI que também podem fazer diferença na sua vida financeira. Esta série irá abrangir a sua segurança digital.


Quanto vale a sua segurança digital?

Poucos param pra pensar sobre este assunto com a correria do dia-a-dia, ou não pensam que vale a pena aprender sobre isso por achar que é um assunto complexo, difícil, ou reservado para especialistas e hackers e “terceirizado” da sua vida. A verdade não poderia ser mais longe do que essa expectativa.

Segurança digital (pelo menos num âmbito pessoal) não precisa ser difícil, complicada, e nem cara. Hoje em dia, software está tão ágil e acessível que ataques e invasões pessoais se tornaram mais complicados, mas isso não é razão para relaxar e ignorar o assunto.
Mesmo que os nossos dispositivos pessoais se tornem mais seguros, nós também cada vez menos armazenamos dados neles e dependemos cada vez mais de serviços online para armazenar nossos arquivos e dados pessoais.

Terceirizar a segurança só funciona até um ponto, porque o elo mais fraco deste sistema geralmente é justamente o usuário – você mesmo. Assim, vou descrever neste post algumas medidas simples e rápidas que você pode tomar para tornar a sua vida digital mais segura e tranquila sem precisar ser tornar um expert no assunto.

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O que você tem feito pelos seus dois melhores amigos?

Quando começamos a conhecer os investimentos, geralmente o primeiro passo é um trabalho psicológico nos provando – convencendo, até – que investir é o caminho correto para enriquecer. Para uma pessoa frugal por natureza, este passo é bem curto, talvez até desnecessário, já que os valores são alinhados naturalmente com os hábitos da pessoa. Porém, uma pessoa consumista pode perceber os hábitos de poupar e investir a diferença como perda de oportunidade, seja para fazer algum programa ou comprar algo com o dinheiro.

Neste último caso, o trabalho geralmente é mais difícil; a pessoa precisa se convencer que os ganhos trazidos de aportes regulares e investidos com sabedoria possuem valor maior que os passivos imediatistas que o dinheiro poderia comprar. Com isso, com este artifício de comparação, a pessoa pode descobrir e decidir por si mesma que vale mais a pena investir do que gastar.

Esta técnica é útil na hora de aplicar a razão diante das emoções em tomar uma decisão financeira, mas ficar fazendo estas comparações analíticas na prática é maçante e não nos lembramos de tal utilidade. Como você pode se lembrar de fazer a escolha racional e melhor para o seu futuro diariamente?

Lembrando dos seus dois melhores amigos para a vida toda: você no passado e você no futuro.

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Estoicismo: lições diárias da vida

Embora aqui no Pinguim Investidor eu tenha escrito bastante sobre desenvolvimento pessoal e frequentemente menciono o Estoicismo como um dos pilares que me baseio pra desenvolver a minha filosofia pessoal, percebi que ainda não havia escrito um post falando do Estoicismo especificamente. Já escrevi há um tempo sobre o hedonismo, que seria o extremo oposto do estoicismo por focar puramente no prazer humano, mas nunca abordei o tópico diretamente. Seria injusto eu deixar este tópico que tanto menciono no blog sem o seu próprio post, então tomei a iniciativa de dissertar ao máximo que sei sobre ele.

O estoicismo, se eu tivesse que sumarizar em algumas palavras, é uma filosofia sobre as lições diárias da vida. É sobre como você aprende a lidar com os momentos inesperados e não ser afetado tão negativamente, e melhora continuamente com cada dia que passa. Como toda habilidade humana, é necessário a prática contínua e diária para aprendermos com a experiência e melhorarmos. Não adianta simplesmente ler os textos estóicos e se achar o iluminado no assunto.

Este aprendizado constante necessário para entrar no approach estóico pode frustrar um pouco o iniciante (foi assim comigo no começo) então com este post espero conseguir clarificar um pouco sobre esta filosofia, e possivelmente, convencer alguns leitores curiosos a experimentá-la para o benefício próprio.

Vamos ver como que é.

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A pérola

Outro dia na rua, passei na frente de uma joalheria e vi na vitrine uma bela pérola. Uma pérola grande, com brilho misterioso, formato perfeitamente esférico, daquelas que ficamos naturalmente mesmerizados ao olhar. O preço na etiqueta eu nem me dei o trabalho de olhar, sabia que não ia me agregar valor nenhum mesmo.

Não são todos que sabem sobre a origem da pérola, de como ela é formada e de onde vem. Alguns sabem que vêm das ostras, aquelas mesmas que comemos gratinadas, ou arriscando na praia mesmo com limão e sal na hora. Iguaria deliciosa pra uns, jóia rara pra outros. Eu vejo a pérola sob outros olhos; vejo um trabalho dedicado, superação… e paciência.

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Alinhamento preço-valor: o post definitivo

Um dos conceitos que eu falo com mais frequência no blog é sobre valor. Neste assunto, há uma frase do Warren Buffet que muitos outros blogs de finanças gostam de mencionar que fala que Preço é o que você paga, valor é o que você recebe. E ele está certo, especialmente no âmbito dos investimentos, onde muitas vezes o valor recebido ao comprar uma empresa está muito além do que uma cotação ou valuation pode dizer.

A partir deste conceito se derivam as histórias da bolsa como as 10-baggers, 100-baggers, e seus opostos diamétricos, mas hoje quero falar de uma visão diferente sobre o conceito do valor. É uma visão do valor ainda relacionado ao preço, mas é o valor agregado relativo de algum custo que você inferiu.

Este conceito para mim é importantíssimo, e um fator crucial para o meu planejamento orçamentário e de gastos mensais. Tomei conhecimento deste conceito pela primeira vez no livro Your Money or Your Life de Vicky Robin e Joe Dominguez, e toquei brevemente no assunto durante a resenha, mas nunca me aprofundei no que ele significa, e como ele pode ser utilizado, ainda que tenho me referido a ele em vários outros posts.

Neste post irei explicar o conceito definitivamente, e mostrar como ele mudou e pode mudar a sua visão sobre gastos e orçamentos definitivamente.

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Reflexões: o que aprendi no meu ano de desempregado

Ao invés de dar conselhos práticos ou motivar você para ganhar mais dinheiro, hoje é dia de contar uma história de vida do Pinguim Investidor. Vocês podem ler num dos meus primeiros posts a história dos meus aportes e como eu cheguei até aqui de maneira bem overview, mas sem muitos detalhes.

Muitos blogueiros e outros autores focam somente nas suas histórias de sucesso e escondem o “passado negro” que tiveram. Eu, por outro lado, acho que as partes mais interessantes da vida acontecem quando temos dificuldade e somos testados pela vida. Além disso, é extremamente inspirador ler sobre como uma pessoa superou tais dificuldades.

Hoje, me aprofundo sobre um período da minha vida quando eu me vi desempregado por um longo período, e o que aprendi quando estive durante esta fase difícil. Fiquei desempregado em 2016 no fundo da crise e só fui recuperar o emprego bem depois em 2017. Como sobrevivi, e o que aprendi neste período?

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"Egg" by Revolt on Unsplash

Educação Financeira #3: Investir não tem prazo

Qual o melhor investimento que posso fazer pra seis meses?

A alíquota do IR é muito significante pra menos de um ano?

Devo investir no Tesouro Selic ou IPCA+ 2035? Não sei se posso esperar tanto tempo!

Estas são as perguntas erradas a se fazer.

Quando iniciei no mundo dos investimentos, tinha várias concepções erradas quanto o que significava investir. Acho que todo mundo passa por essa fase de transição de sardinha querendo procurar bons rendimentos, etc até propriamente aprender a investir de forma correta.

Felizmente, esta época passou depois de ter tomado algumas bordoadas da comunidade de finanças pessoais, e formei os conceitos que tomo de base para as minhas decisões financeiras. Alguns conceitos eram simples e até mesmo óbvios, como diversificação dos ativos, risco x retorno, etc. Outros levaram muita reflexão e filosofia pra eu finalmente entender.

Um dos conceitos mais difíceis de aprender pra mim foi que investir não tem prazo e que você não deve se preocupar tanto com o prazo do investimento quanto com a sua liquidez.

Parte da dificuldade em entender isso se dá do fato que ele é a princípio extremamente contra-intuitivo com a crença popular – se eu investi hoje, tenho que receber daqui a algum tempo, certo? Neste post vou explicar como eu entendi este conceito, e como ele é fundamental para o investidor de longo prazo.

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