A pérola

Outro dia na rua, passei na frente de uma joalheria e vi na vitrine uma bela pérola. Uma pérola grande, com brilho misterioso, formato perfeitamente esférico, daquelas que ficamos naturalmente mesmerizados ao olhar. O preço na etiqueta eu nem me dei o trabalho de olhar, sabia que não ia me agregar valor nenhum mesmo.

Não são todos que sabem sobre a origem da pérola, de como ela é formada e de onde vem. Alguns sabem que vêm das ostras, aquelas mesmas que comemos gratinadas, ou arriscando na praia mesmo com limão e sal na hora. Iguaria deliciosa pra uns, jóia rara pra outros. Eu vejo a pérola sob outros olhos; vejo um trabalho dedicado, superação… e paciência.

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Alinhamento preço-valor: o post definitivo

Um dos conceitos que eu falo com mais frequência no blog é sobre valor. Neste assunto, há uma frase do Warren Buffet que muitos outros blogs de finanças gostam de mencionar que fala que Preço é o que você paga, valor é o que você recebe. E ele está certo, especialmente no âmbito dos investimentos, onde muitas vezes o valor recebido ao comprar uma empresa está muito além do que uma cotação ou valuation pode dizer.

A partir deste conceito se derivam as histórias da bolsa como as 10-baggers, 100-baggers, e seus opostos diamétricos, mas hoje quero falar de uma visão diferente sobre o conceito do valor. É uma visão do valor ainda relacionado ao preço, mas é o valor agregado relativo de algum custo que você inferiu.

Este conceito para mim é importantíssimo, e um fator crucial para o meu planejamento orçamentário e de gastos mensais. Tomei conhecimento deste conceito pela primeira vez no livro Your Money or Your Life de Vicky Robin e Joe Dominguez, e toquei brevemente no assunto durante a resenha, mas nunca me aprofundei no que ele significa, e como ele pode ser utilizado, ainda que tenho me referido a ele em vários outros posts.

Neste post irei explicar o conceito definitivamente, e mostrar como ele mudou e pode mudar a sua visão sobre gastos e orçamentos definitivamente.

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Reflexões: o que aprendi no meu ano de desempregado

Ao invés de dar conselhos práticos ou motivar você para ganhar mais dinheiro, hoje é dia de contar uma história de vida do Pinguim Investidor. Vocês podem ler num dos meus primeiros posts a história dos meus aportes e como eu cheguei até aqui de maneira bem overview, mas sem muitos detalhes.

Muitos blogueiros e outros autores focam somente nas suas histórias de sucesso e escondem o “passado negro” que tiveram. Eu, por outro lado, acho que as partes mais interessantes da vida acontecem quando temos dificuldade e somos testados pela vida. Além disso, é extremamente inspirador ler sobre como uma pessoa superou tais dificuldades.

Hoje, me aprofundo sobre um período da minha vida quando eu me vi desempregado por um longo período, e o que aprendi quando estive durante esta fase difícil. Fiquei desempregado em 2016 no fundo da crise e só fui recuperar o emprego bem depois em 2017. Como sobrevivi, e o que aprendi neste período?

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"Egg" by Revolt on Unsplash

Educação Financeira #3: Investir não tem prazo

Qual o melhor investimento que posso fazer pra seis meses?

A alíquota do IR é muito significante pra menos de um ano?

Devo investir no Tesouro Selic ou IPCA+ 2035? Não sei se posso esperar tanto tempo!

Estas são as perguntas erradas a se fazer.

Quando iniciei no mundo dos investimentos, tinha várias concepções erradas quanto o que significava investir. Acho que todo mundo passa por essa fase de transição de sardinha querendo procurar bons rendimentos, etc até propriamente aprender a investir de forma correta.

Felizmente, esta época passou depois de ter tomado algumas bordoadas da comunidade de finanças pessoais, e formei os conceitos que tomo de base para as minhas decisões financeiras. Alguns conceitos eram simples e até mesmo óbvios, como diversificação dos ativos, risco x retorno, etc. Outros levaram muita reflexão e filosofia pra eu finalmente entender.

Um dos conceitos mais difíceis de aprender pra mim foi que investir não tem prazo e que você não deve se preocupar tanto com o prazo do investimento quanto com a sua liquidez.

Parte da dificuldade em entender isso se dá do fato que ele é a princípio extremamente contra-intuitivo com a crença popular – se eu investi hoje, tenho que receber daqui a algum tempo, certo? Neste post vou explicar como eu entendi este conceito, e como ele é fundamental para o investidor de longo prazo.

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Photo by Suhyeon Choi on Unsplash

Reflexões: lições após 1 ano de aprendizado financeiro

O post de hoje é muito especial para mim. Ele é especial porque representa um marco na minha vida: há um ano, em Maio de 2018, comecei a minha jornada em busca da Independência Financeira.

Eu já possuia algumas tendências frugais antes disso (às vezes me chamavam de Tio Patinhas), mas na verdade nunca havia prestado muita atenção às minhas finanças, e muito menos me atentado ao potencial de maximizar os benefícios combinando-as com investimentos.

Ano passado isso mudou. E a minha vida mudou completamente em consequência disto.

Um dos primeiros posts que publiquei aqui conta a minha história e evolução de mindset que tive desde que comecei a vida adulta. Aqui compartilho alguns insights que tive nesta jornada de um ano atrás até hoje.

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Educação Financeira #2 – Como começar a Investir?

Abril é o mês da Educação Financeira no Pinguim Investidor! Veja mais posts desta categoria aqui.


No post passado, mostrei quais são os conceitos básicos na educação financeira. Vimos o que é cash flow, como se acumula o patrimônio até chegar na renda passiva, o que pode te possibilitar a atingir a independência financeira.

O investimento é central para atingir esta meta: sem ele não é possível obter renda passiva. Por isso, muitos ao descobrirem a educação financeira começam a focar toda as suas energias para o ato de investir, procurando estudar a fundo a melhor forma de investir, os melhores produtos e rentabilidades com menor risco.

Este approach não necessariamente é ruim, mas acaba por omitir alguns passos importantes do processo, que é a preparação antes do investimento. Desta forma, a pedidos de outro leitor, escrevi este guia rápido para explicar quais cuidados e preparação você deve tomar antes de começar a entrar no mundo dos investimentos.

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Jeito Pinguim explicado #1: Risco é bom quando se entende dele

Bem vindos a mais uma série do blog onde eu explico as guidelines que utilizo para decisões financeiras e da vida em geral. Clique aqui para ver todos os posts desta categoria.


Há um ditado antigo que diz que quando dois homens olham para um mesmo copo, o otimista enxerga um copo meio cheio enquanto o pessimista enxerga o copo meio vazio. O copo em si, é o mesmo, e o que muda é a opinião do observador. Muitos conhecem este ditado, e esquecem do fato que atrás deste falso dilema ainda resta o fato de que o valor real ainda está no copo em si.

Ao trocar o copo por um investimento, e a água pela quantidade de risco, porém, a história muda. É uma história pouco contada que apresenta um lado importantíssimo do mindset do investidor, e que é um dos pilares que uso pra considerar meus investimentos.

Este conceito é a análise de risco.

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Fazer é aprender

Post rápido sobre outro assunto que muitas pessoas conhecem, mas prestam pouca atenção no seu cotidiano. Recentemente, refleti sobre uma passagem do livro que estou lendo atualmente (Early Retirement Extreme, de Jacob L Fisker), onde o autor prega uma revolução na forma de se aprender, trabalhar e viver a vida de forma mais eficiente, onde o benefício por tabela é a independência financeira.

Neste livro, o autor aborda um conceito interessante, polêmico, e que faria muitos pais e jovens de 18 anos recém-saídos da escola tremerem na base: o sistema de educação atual prejudica o indivíduo e satisfaz somente o sistema, e precisa ser repensado se o indivíduo quiser se tornar independente.

O assunto não é necessariamente pristino (muitos já debateram a reforma do sistema escolar, incluindo esta palestra excelente que recomendo assistir), mas Fisker elabora sobre uma faceta menos debatida: a maioria do que se é ensinado não recebe prática, perdendo-se assim dentre as habilidades aprendidas na vida. Dizem por aí que quem sabe faz… mas será que sabe mesmo?

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Fique rico com… o Linux?

Ultimamente o Pinguim Investidor tem falado bastante sobre a parte de investir, mas pouco da parte Pinguim. Esse post joga um pouco pro outro lado da balança, enquanto ainda se mantendo no tópico da finansfera.


O seu computador e o software que ele roda na superfície parecem indiferentes, quase imperceptíveis na vida corrida de hoje. Com a velocidade e ubiquidade do smartphone, ninguém mais tem tempo pra parar e tentar entender como funciona a tecnologia, basta apenas que ela funcione. Poderia ser que, utilizando um sistema livre, completamente aberto e modificável, e desenvolvido independentemente por milhares de voluntários ao redor do mundo, você poderia enriquecer? A incrível resposta é sim.

Eu sou um grande fã do GNU/Linux. Eu o considero um sistema estável, eficiente, leve nos recursos, e que, em retrospectiva, me ajudou a enriquecer bastante na vida, até mesmo quando eu não esperava. O enriquecimento foi imperceptível pela maior parte da minha vida porque de certa forma, o prazer de usar e aprender o Linux mascarou o processo, e quando olhei pra trás já havia acumulado um monte de coisa. Aqui estão algumas coisas que o Linux pode te ajudar em ficar rico.

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5 coisas que aprendi anotando todos os meus gastos por 2 meses

Resolvi recentemente controlar meu orçamento para melhor anotar os aportes mensais. No primeiro mês inteiro, o estudo foi 100% passivo: simplesmente anotava os gastos e separava por data e categoria e arquivava, sem esforço nenhum para controlar. Após um mês de dados arquivados, consegui separar as categorias e tive uma base para melhor conseguir me planejar, onde reduzir, onde aumentar, onde cortar, etc. O segundo mês teve uma aplicação mais ativa, onde eu com meu orçamento em mente resolvi controlar melhor as finanças.

Aqui estão algumas coisas que aprendi neste experimento:

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