É possível ficar rico investindo na poupança?

Seria possível ficar rico investindo apenas na poupança? Eu acredito que sim.

Será que deu a louca no Pinguim? Será que as perdas na crise causaram insanidade e regressão para os seus tempos pré-educação financeira? Será o fim da credibilidade deste site?

Muito pelo contrário. Mesmo com o medo e pânico generalizado na bolsa, estou calmo e mantendo o meu planejamento em curso. E enquanto há várias razões e casos nos quais devemos fazer uso da poupança e dos bancos durante o nosso curso até a independência financeira, acredito que a poupança não deve ser considerada uma forma sequer de investimento.

Ainda assim, concluo que é possível sim enriquecer e talvez até se tornar independente financeiramente até mesmo se o seu único investimento seja a caderneta de poupança. Como isso seria possível? A resposta envolve educação financeira e disciplina na rotina, e de longe não é a forma mais eficiente de se realizar a tarefa – mas não significa que seria impossível de realizar. O que isso prova, porém, é que enriquecer é uma questão matemática, e consequentemente possível para todos.

Vou mostrar como neste post.

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Bancos: ruim com eles, pior sem.

O despertar da educação financeira é um processo interessante. Primeiro vem a fase da feliz ignorância: dinheiro é um “a mais” na vida, você poupa o que consegue, e gasta a diferença em passivos e outras coisas supérfluas. Reserva de emergência é aquilo que tem em conta corrente, reze para que nunca seja necessário utlizá-la. Investimento é coisa de gente rica e sabe-se lá o que se passa por trás dos bastidores.

Em seguida, a pessoa acorda e descobre que existe mais para a vida do que ficar cegamente ganhando e torrando dinheiro. Eventualmente ela descobre que o banco na verdade não é o seu amigo ou uma entidade prestativa – muito pelo contrário, ele mais parece um vilão, o seu maior inimigo financeiro. Durante esta fase, abomina-se o banco e busca-se todas as alternativas de investimentos que não o envolve. Corretoras independentes, fintechs e o Tesouro Direto se tornam os novos campeões do recém-chegado ao mundo dos investimentos. Poupança e previdência nunca mais!

Esta a situação que a maioria dos iniciados na educação financeira se encontra. Com o passar do tempo, porém, uma coisa engraçada acontece: ao amadurecermos financeiramente e ganharmos experiência e visão de longo prazo, o banco volta a se tornar um companheiro e possível auxiliador das nossas finanças pessoais. Este ponto contraditório se torna claro quando começamos a enxergar o banco como simplesmente uma ferramenta que deve ser usada da maneira certa.

Sim, você ainda precisa usar o banco para determinadas situações, mesmo sendo indocrinado a nunca utilizá-lo como diz a maior parte da educação financeira.

Como você pode utilizar o banco como uma ferramenta para o seu próprio benefício, e como combiná-lo com as outras entidades do seu arsenal financeiro? Vejamos neste post.

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A pessoa mais rica do cemitério

Há algumas semanas, recebi a notícia que uma pessoa com quem trabalhei num projeto passado havia falecido. Ela não era muito próxima de mim, mas havia trabalhado com ela por um tempo e pude evidenciar que ela era muito querida entre as pessoas do seu time, e rapidamente as condolências foram aparecendo pelas redes sociais e grupos de WhatsApp. Uma mulher com uma carreira de sucesso, trabalhando em vários países e com vasta experiência e vários contatos.

O fator que mais chocou a desta notícia foi que ela não tinha muita idade, nem problema de saúde qualquer aparente. Tinha provavelmente em volta dos seus 40 e poucos, e se foi da noite pro dia – sem adoecimento e sem acidente. E sem um plano sobre para onde iriam seus bens e ativos.

Este acontecimento me lembrou de uma frase que li a um tempo atrás sobre como, independente dos seus objetivos financeiros e de vida, você não deve querer ser a pessoa mais rica do cemitério. O dinheiro tem os seus usos, e cada um deve utilizá-lo conforme suas prioridades e percepção de valores. Porém, se você prioriza o dinheiro apenas para ter dinheiro, você está num caminho perdedor.

Viver a vida significa aproveitá-la, mas também significa fazer a manutenção dela, cuidando para que você possa aproveitá-la durante o maior tempo possível com recursos e saúde abundantes. Como você pode fazer uma conciliação entre estes dois extremos desta forma?

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Como a Finlândia ensina a ser feliz, e o que você pode aprender com isso

Os países nórdicos são tidos por muitos como modelos ideais para uma sociedade. Desenvolvimento Humano, liberdade, baixíssima percepção de corrupção e outros valores são presentes em suas sociedades, e isso lhes traz retorno; a Finlândia, por exemplo, foi rankeada o país mais feliz do mundo pela segunda vez consecutiva em 2019.

Certamente a Finlândia soube capitalizar em cima deste fato. Há um programa de turismo promovido sob a tagline Rent a Finn, onde você pode contratar um “especialista em felicidade” como o seu guia turístico para conhecer o jeito Finlandês de ser feliz. E, há alguns meses atrás, tal programa foi viralizado quando foi anunciado que tal programa seria disponibilizado de graça para alguns poucos sortudos que fizessem os melhores vídeos explicando porque mereciam ganhar a campanha.

O deadline para esta campanha infelizmente já passou. Porém, as lições da Finlândia continuam disponíveis, de graça, para você; basta apenas que você comece a ver a vida sob os mesmos olhos que os felizes Finlandeses. Pra mim, muito do que eles praticam e ensinam reverberam com o estoicismo.

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Resenha do Pinguim #3 – Early retirement extreme de Jacob L Fisker

Mais um livro lido, tentando bater a meta das Resoluções de Ano novo, e hora de mais uma resenha. Early Retirement Extreme é escrito por Jacob L Fisker, autor do blog de mesmo nome, e pode ser considerado como o epítomo da frugalidade moderna. Não sabia da existência do blog até começar a ler, mas acredito que o blog tenha vindo antes. Veja o resumo do Goodreads:

A strategic combination of smart financial choices, simple living, and increased self-reliance brought me financial independence at 30 and allowed me to retire from my profession at 33. Early Retirement Extreme shows how I did it and how anyone can formulate their own plan for financial independence.

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