Fechamento Outubro 2020 – Esse mês foi mais Trick ou Treat?

Happy Halloween! Ou será que devemos dizer Feliz Dia Mundial da Poupança? Esta sim parece ser uma comemoração mais relevante às finanças!

Enfim, virou Novembro e fica aquela velha pergunta pairando no ar: será que esse mês foi mais “trick” ou “treat?” Os FIIs andaram meio esquisitos, incerteza com o futuro perante o COVID (casos se acentuando na Europa, lockdown voltando com curfew nas grandes cidades…) e não vamos esquecer da cereja do bolo da eleição junto do Tio Sam, cuja incerteza parece estar dando crise de ansiedade nos mercados ao redor do globo. Tudo que contribui para ajudar quem quer comprar mais barato e fortalecer o fluxo de caixa.

Ainda assim, o Pinguim teve um ótimo mês de Outubro, com temperaturas mais amenas chegando, oportunidade para voltar a estudar outras línguas e a velha linguagem de programação “C” – que forma a maioria dos sistemas operacionais modernos. Hobbies construtivos que poderão me ajudar profissionalmente no futuro. Raspberry Pi continua sendo desenvolvido como um servidor caseiro, e busco mais serviços para colocar nele a cada dia.

Vamos ver como me saí financeiramente.

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Estudo de caso – qual é o custo dos seus sonhos?

Alguns diriam que Carla representa bem a classe trabalhadora – ou deveríamos dizer “batalhadora?” – Brasileira. Esforçada, dedicada e eficiente, Carla já possuia a carteira assinada desde os seus 19 anos de idade, e já sabia o que significa “ralação” desde então. Dinheiro é bom, ela aprendeu, mas vem às custas de um esforço próprio, um salário remunerado para um bom trabalho.

Como muitos outros jovens assalariados, Carla buscava melhores oportunidades de trabalho e salários mais altos. Com isso, ao longo de sua carreira profissional, passou por vários empregos e cargos, passando por tantos momentos de abundância e escassez salarial. Infelizmente, por falta de conhecimento financeiro próprio, Carla sempre saía de cada uma dessas fases geralmente no zero-a-zero: o salário era suficiente para passar sem muito aperto, mas as economias eram apertadas, algumas vezes sem qualquer sobra no fim do mês. Situação relativamente normal, pensava, pois afinal todos que ela conhecia pareciam compartilhar a mesma rotina.

Alguns meses mais gordos, as economias eram mais fortes e, ao longo da carreira, Carla conseguiu realizar alguns dos seus desejos menores de curto prazo. Melhorias para a casa, salões e procedimentos estéticos, roupas e bens representaram algumas de suas pequenas vitórias ao longo da vida, que logo eram resumidos à rotina de voltar à caça do salário.

E assim se passaram algumas décadas, e eis que Carla fez uma retrospectiva aos seus quarenta e poucos anos, descobrindo que deveria ter alguma coisa de errado na sua vida. Como uma pessoa que trabalhou por tantos cargos e empregos na vida por algumas décadas ainda não consegue aos quarenta ter algum feito financeiro significante? Sem casa ou um carro? Nem reserva de emergência? Era preciso rever o que estava errado. Felizmente, sua história deu uma guinada neste ponto.

Numa série de estudos de material financeiro que incluíram o blog e o livro do Pinguim Investidor, Carla radicalmente transformou sua vida financeira, conseguindo – de acordo com suas próprias palavras – juntar dinheiro significante pela primeira vez na sua vida. Carla arranjou uma oportunidade de emprego extraordinária, e seu salário foi significante pela primeira vez na vida. O dinheiro fora economizado consistentemente, e investido no Tesouro Direto.

Ela saiu finalmente do seu buraco financeiro, mas ao olhar o horizonte, surgiu uma outra dúvida: o que fazer agora com todo este dinheiro? Qual seria um investimento melhor do que o Tesouro Selic?

Carla entrou em contato com o Pinguim Investidor com esta pergunta fresca, parcialmente motivada por conta da constante queda da taxa Selic que tornou o Tesouro Direto muito menos atrativo do que antes. Uma análise mais a fundo, porém, revelou outros aspectos: sentindo-se “rica” pela primeira vez na vida, Carla também gostaria de dar um outro passo e utilizar dos recursos para conseguir realizar seus outros sonhos que não conseguira realizar desde jovem.

Viagens, procedimentos, tratamentos… várias coisas que, combinadas com o avanço de sua idade, certamente não poderiam “esperar cinco anos” como rege a regra de ouro dos investimentos. Assim, sobra uma pergunta clássica, balanceando desejo e razão, orgulho e dever, ego e id: devo realizar meus sonhos ou garantir meu futuro? Existe algum investimento que poderá me ajudar neste caso?

Infelizmente, a resposta que tenho para Carla não será aquela que ela estár procurando.

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Investir não vai te deixar rico – o que te enriquece é outra coisa…

Existe uma grande correlação entre investir e enriquecer, com uma famosa frase afirmando que “você não precisa ser rico para investir, mas precisa investir para ser rico.” E ao passo que não há qualquer dúvida que esta afirmação é correta, algumas vezes acontece uma misconcepção sobre qual é o papel do investimento no processo abrangente do enriquecimento.

Estes desentendimentos acontecem principalmente por conta das histórias surpreendentes de traders bem-sucedidos, com ganhos diários de milhares de reais, ou de grandes investidores já bem-conceituados que recebem ganhos enormes por conta do seu capital investido. Para estes, realmente os investimentos são tudo o que eles têm.

A verdade é que especialmente no começo, o seu investimento, independente de quão boa a sua estratégia, não será o fator que definirá a sua riqueza. Veja neste vídeo quais fatores têm mais peso nesta fase crucial.

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Taxa não ganha de tempo – mas uma outra coisa sim

É comum no mundo dos investimentos ouvirmos a máxima de “Taxa não ganha de Tempo” ou seu cognato em inglês “it’s time in the market, not market timing” sobre como o tempo funciona como um grande alavancador nos rendimentos dos seus investimentos. Em termos do Jeito Pinguim, costumo dizer que a árvore da riqueza é plantada com dinheiro e regada com tempo.

Para nós que pensamos no longo prazo e sabemos que investimentos de verdade não possuem um horizonte de prazo, o papel do tempo nas nossas carteiras de investimento é lógico e um grande aliado. Ainda assim, existe um terceiro fator além da taxa e do tempo que fica um pouco esquecido dentre a equação da riqueza.

Isto é uma pena, porque especialmente quando estamos começando a investir, ele é o fator que mais influenciará na nossa acumulação de riqueza – mais até que o próprio tempo investido.

Este fator é o aporte, e para saber como ele influencia o seu enriquecimento, assista este vídeo até o fim.

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Podcast do Pinguim: o poder da constância nas suas finanças

Investir e enriquecer são processos, e assim, beneficiam-se de uma rotina, hábito e disciplina. De nada, por exemplo, adiantaria economizar 80% do salário um único mês mas gastar 80% todos os outros. É a constância, primariamente auxiliada dos seus hábitos, que faz a máquina de enriquecer produzir os melhores resultados.

Nos investimentos também não é diferente: embora muitos erroneamente concluem que investir é um hábito apenas para os ricos, que possuem dinheiro para “fazer uma diferença,” não é tanto no tamanho do aporte quanto na frequência dele que a real diferença aparece. Aportar tanto em alta ou baixa é o que fará a diferença no longo prazo.

Neste episódio, exploro o poder da constância ao investir, e como poderá fazer a diferença no decorrer da vida.

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Podcast do Pinguim: a maldição do dekasegi

Existe uma grande diáspora brasileira ao redor do mundo que subsiste em empregos que pagam bem por conta da valorização cambial, mas que não o fariam de volta no Brasil. Fábricas, atendentes de supermercado ou garçom, todos estes são exemplos de trabalhos que pagam relativamente bem no exterior, e podem ser, sim, uma oportunidade para o jovem enriquecer por temporada. Afinal, o dinheiro sempre é verde, independente da origem.

No Japão, estes são conhecidos informalmente como “dekasegi” (出稼ぎ, lê-se: de-ca-ce-GUI), e comumente trabalham nas diversas indústrias existentes no interior do país. Um povo batalhador que, combinando suas longas jornadas de trabalho com custo de vida baixo ou até mesmo subsidiado pelo empregador, consegue juntar um bom pé de meia. Muitos voltam após apenas alguns anos fora, trazendo quantidades de dinheiro que nunca esperariam juntar no Brasil. Final feliz, certo?

Infelizmente, a realidade parece ser outra. Muitos dekasegis retornam bem-sucedidos, mas não conseguem se manter no Brasil por muito tempo. Falta de atualização no mercado de trabalho e custos crescentes da “nova vida” no país consomem o tesouro construído rapidamente, e quando menos esperam, estão novamente com passagem na mão para retornar ao Japão.

Veja neste episódio porque isso acontece, e como é possível evitar esta sina como um expatriado retornando ao Brasil com uma boa dose de educação financeira.

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Fechamento Agosto 2020 – que venham os ventos da mudança

Fechou mais um mês, e parece que foi ontem que escrevi meu último fechamento – dá pra acreditar quão rápido que foi?

Agosto foi agitado com o planejamento pessoal, e com muitas novidades e desenvolvimento pessoal. Retomei com força meu hábito de ler, adotei novas formas de exercícios, e também comecei um hobby aprofundado do Linux com um Raspberry Pi. Desenvolver aplicativos web, administrar sistemas Unix e aprender sobre redes de computador com experiência na prática voltou a ser divertido, e com a vantagem de poder também ser aplicável numa possível carreira no futuro.

Raspberry Pi 4

Os investimentos continuaram mais ou menos na mesma, e segui aportando regularmente – no news is good news – conforme planejado. O clima foi bem quente na Ásia, com o ar-condicionado trabalhando overtime e uma verdadeira sensação de forno do lado de fora. Em compensação, a mudança do mês novamente indica uma inversão no clima – começa agora a temida estação dos Tufões (台風, taifu) que devem causar algumas chuvas intensas e ventos fortes tudo de novo. Pelo menos dá aquela esfriadinha!

Vamos ver como me saí financeiramente.

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Podcast do Pinguim – É possível enriquecer apenas com a poupança?

Quando se trata de enriquecer, temos sempre que pensar no triângulo de acumulação patrimonial, que indica os três pilares que impulsionam nossas finanças para frente: renda, economia e investimentos.

Cada um deles é mais relevante às nossas finanças dependendo da nossa situação atual; nos primeiros estágios, quando estamos com pouco capital acumulado, dependemos largamente da nossa renda total e nossa capacidade de economizar para enriquecer, com os investimentos tendo uma influência relativamente menor.

Com isso, aparece a seguinte pergunta: é possível enriquecer e atingir a independência financeira somente utilizando o poder do aporte (renda menos economia) e a poupança? A verdade é surpreendentemente sim, embora esta seja uma das formas menos eficientes que existem.

Veja como isto é possível neste episódio.

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O primeiro passo para você se tornar realmente rico

Tornar-se rico é uma tarefa tão mental quanto prática, e muito esforço é necessário para quebrar crenças negativas quanto ao dinheiro, e implantar a idéia da riqueza na sua mente.

Porém, não importa quanto preparo mental você tenha, não é possível alcançar o estado de riqueza final sem colocar na prática um hábito crucial na sua rotina: pagar-se primeiro.

Pagar-se primeiro significa você receber e investir os frutos do seu trabalho e esforço antes de qualquer outra prioridade, seja ela as suas contas, serviços, bens ou lazeres. Se você não fizer este tipo de priorização, não irá enriquecer, pois estará tratando a sua riqueza sempre como secundária a alguma outra coisa.

Veja como você coloca este conceito fundamental para a riqueza neste vídeo.

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Podcast do Pinguim: Aporte, Liberdade, e o Fator Pinguim

A independência financeira é mais do que simplesmente uma condição de riqueza pessoal; ela simboliza a sua liberdade num mundo onde o dinheiro é a condição habilitadora para obter qualquer forma de produtos ou serviços na sociedade.

Desta forma, o quanto e como você usa o dinheiro refletem bem a sua condição e saúde financeira gerais. Especificamente, a sua taxa de aporte – o quanto você consegue economizar e investir todo mês – é uma medida vital que informa o quão rápido você conseguirá atingir a condição de independência financeira. Quanto maior ela for, mais rápido você chegará até a sua liberdade completa financeira.

Assim, podemos analisar como um fator que foi apelidado por um leitor de “Fator Pinguim” representa quão rápido você poderá chegar de fato até a independência financeira, e ele possui uma ótima notícia: ele não depende de quanto dinheiro você ganha.

Veja mais sobre como o Fator Pinguim funciona nas suas finanças neste episódio.

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