Cinco formas de investimentos indiretos para acelerar a sua vida financeira

Embora muitos, incluindo eu, tendem a seguir uma definição bem rígida sobre o que significa um investimento, existem casos onde uma pessoa pode se beneficiar em colocar seu dinheiro num produto além dos produtos clássicos como renda fixa, ações, fundos imobiliários ou tesouro direto.

Os chamados de “investimentos indiretos,” ou “aceleradores de riqueza” por outros, são formas de você utilizar o seu dinheiro para resolver ou acentuar determinadas características específicas da sua situação financeira de uma forma que o dinheiro lá investido lhe trará retornos indiretos maiores do que investindo de uma forma tradicional.

Será que pode se beneficiar destes investimentos indiretos também? Descubra neste episódio.

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Seguindo sem reservas: contra-exemplo do Mr Money Mustache

Quando falamos sobre educação financeira, podemos traçar uma pequena “grade” contendo todos os passos e aprendizados necessários para alguém se tornar financialmente alfabetizado e pronto para traçar sua rota até – finalmente – a independência financeira. Dependendo de onde você se encontra, financeiramente falando, alguns conceitos podem ser já bem simples, enquanto outros, novidades. Por exemplo, se você nunca se importou com dinheiro até agora, conhecer o seu dinheiro em detalhe pode ser uma grande surpresa, com muitas descobertas interessantes.

Entretanto, todas as boas práticas financeiras tendem a se converger a alguns pontos comuns, que se tornam conselhos financeiros gerais. Não acumule dívida, gaste menos o que você ganha, invista a diferença, etc. Imagine, então, a minha surpresa quando eu descobri que um dos “gurus” de finanças pessoais e mentor indireto de muitos na Finansfera – Mr Money Mustache – quebra uma das “regras” mais básicas: ele não possui reserva de emergência.

Sim, MMM afirmou em um dos seus vídeos que ele não possui uma parte do seu capital alocado numa reserva de emergência, indo contra a recomendação de segurança básica da finansfera inteira. Ele possui, como veremos, uma boa lógica por trás da sua decisão, e anos de experiência com este tipo de vida, mas ainda assim esta notícia é surpreendente, ainda mais vindo de um dos autores mais seguidos de finanças.

Como ele segue sem reservas financeiras no planejamento, e o que podemos aprender com este contra-exemplo?

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Novas taxas da B3: como me impactam?

No primeiro dia útil de 2020, a B3 anunciou a operacionalização de novas taxas sobre o capital custodiado e proventos que aumentaram a cobrança sobre o pequeno investidor. Essa notícia abalou o início de ano dos investidores com muita pedrada em vídeos e comentários na internet sobre como isso foi uma manobra para descorajar o pequeno investidor a fazer Buy and Hold, incentivo para trade e como a B3, em sua posição de monopólio de bolsas no Brasil, está desfrutando de uma posição de vantagem desigual que deveria ser acabada.

Como todo bom praticante do estoicismo, em meio à esta situação de pessimismo, podemos aproveitar para colocá-lo em prática e avaliar como podemos fazer o melhor uso desta situação em princípio aversa.

Quais lições podemos tirar destas atualizações, e como podemos melhor lidar com elas financeira e pessoalmente?

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Quando o que vende na Bolsa não vale tanto quanto o que vem estampado na bolsa

Para quem acompanha os ultra ricos e outros HNWIs, ler na Forbes sobre a corrida até o topo da riqueza é um passatempo interessante, talvez até uma novela. Quem está no topo agora? Quem irá ultrapassá-lo? Quem são os outros rivais e participantes na corrida? Um verdadeiro BBB da elite!

Por não realmente acrescentar nada em conhecimento para mim como investidor, tendo a me desligar deste tipo de veículo, tal como as outras “notícias” de finanças que cantam as oportunidades douradas apenas depois que estão saturadas e perdem glamour. Porém, quando a notícia que Bernard Arnaut, fundador e CEO do grupo LVMH, se tornou o homem mais rico do mundo apareceu no meu feed, não pude deixar de olhar.

O que me tornou curioso para ler a matéria não foi o fato dele ter superado Bill Gates, dono do título por anos e anos seguidos no passado, ou o Warren Buffett, guruzão e ídolo de quase toda a finansfera. Foi porque ele conseguiu fazer tudo isso numa área para onde poucos olhavam; a indústria do Luxo.

Quando pensamos numa pessoa extremamente rica, bilionária por exemplo, geralmente pensamos em alguém que fez fortuna na área do petróleo, mercado imobiliário, ou até mesmo a alta tecnologia como nos casos dos bilionários recentes. Estes são mercados que tradicionalmente possuem muita demanda crescente e com empresas trilionárias no ramo, de onde tradicionalmente saíram vários dos mais ricos da história. Mas quando tratamos da indústria do Luxo, e de uma empresa principal que literalmente vende bolsas feitas de plástico, temos uma surpresa considerável.

Ao ouvir tais perguntas como estas, algumas pessoas sentem inveja ou são rápidas para comentar negativamente, mas eu vejo de outra forma: me inspiro e procuro analisar que lições posso tirar de tudo isso.

Que lições podemos tirar desta ascenção?

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Dependências cumulativas irão te levar à desgraça

No fim de semana passado, fui a um shopping perto de casa e tive uma visão assustadora.

Ao passar do lado da entrada do estacionamento, me deparei com uma fila enorme do lado de fora contornando o quarteirão composta apenas por carros que queriam entrar para ainda estacionar dentro dele. Embora esta pode ser um acontecimento comum, ou até mesmo uma ótima notícia para o administrador do shopping ou quem investe nele, o que me assustou foi a realização de quanto essas pessoas se tornaram dependentes dos seus carros.

Essas pessoas cobriram a real necessidade de ir ao shopping com esta dependência, tendo, assim, que ter um carro em primeiro lugar, gastar gasolina para levá-lo até o shopping, morgar na fila imensa fora do shopping, procurar vagas dentro dele, pagar o estacionamento caríssimo, arriscar ter que pagar valet se as vagas comuns acabarem para depois, sim, conseguirem entrar e fazer o que precisam no estabelecimento.

Você vê alguma coisa errada aqui? Muitas? Eu vejo, essencialmente, apenas uma: dependência cumulativa. O carro, uma vez tido como um bem supérfluo hoje foi condicionado à ser uma dependência da qual o cidadão não consegue mais viver sem na vida moderna.

Infelizmente, o carro é apenas uma das muitas outras dependências que a sociedade cultiva atualmente por conta da influência da tecnologia. Porém ao passo que podemos ver claramente os benefícios trazidos por tais tecnologias, as consequências não-intendidas que se acumulam são muitas vezes desastrosas. No caso dos carros, temos experiência disso primeira mão: congestionamentos diários dominam nossa jornada ao trabalho, e a escassez de vagas infla os preços dos estacionamentos nas cidades.

No âmbito pessoal, também temos dependências cumulativas oriundas de fatores externos e internos. Ao analisarmos nossa rotina diária, podemos ver várias destas impregnando silenciosamente nossas vidas: a máquina de espresso cara de cápsula exclusiva que sobrepõe o café barato de filtro, ler as notícias num tablet que toma o lugar de apreciar o café da manhã de maneira própria, etc.

Se continuada sem limitações, nos tornamos escravos de tais dependências e perdemos nossa adaptabilidade, sem contar no desastre que acontece em nossas finanças. Como podemos então evitar que as dependências cumulativas tomem conta de nossas vidas?

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Fazer é aprender

Post rápido sobre outro assunto que muitas pessoas conhecem, mas prestam pouca atenção no seu cotidiano. Recentemente, refleti sobre uma passagem do livro que estou lendo atualmente (Early Retirement Extreme, de Jacob L Fisker), onde o autor prega uma revolução na forma de se aprender, trabalhar e viver a vida de forma mais eficiente, onde o benefício por tabela é a independência financeira.

Neste livro, o autor aborda um conceito interessante, polêmico, e que faria muitos pais e jovens de 18 anos recém-saídos da escola tremerem na base: o sistema de educação atual prejudica o indivíduo e satisfaz somente o sistema, e precisa ser repensado se o indivíduo quiser se tornar independente.

O assunto não é necessariamente pristino (muitos já debateram a reforma do sistema escolar, incluindo esta palestra excelente que recomendo assistir), mas Fisker elabora sobre uma faceta menos debatida: a maioria do que se é ensinado não recebe prática, perdendo-se assim dentre as habilidades aprendidas na vida. Dizem por aí que quem sabe faz… mas será que sabe mesmo?

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