Qual é a cara que o sucesso tem para você?

Nós adeptos do FIRE estamos acostumados a ter planejamento, metas e objetivos bem-calculados que utilizamos para focar nossos esforços e nos guiar durante a execução. Ter estes objetivos financeiros nos auxilia e nos motiva a continuar no caminho quando temos dificuldade ou nos falta motivação. Começando do despertar financeiro e amadurecendo nossa educação financeira, temos um plano e objetivo financeiro bem definido, nos guiando como um farol no horizonte.

Para muitos, porém, esta certeza e constância pode não ser tão exata quanto os números de patrimônio que obtemos através da Regra dos 4%. Muitos ainda estão condicionados através de seus arredores e a sociedade para seguir algum tipo de modelo pré-fabricado de vida: estudar, fazer faculdade, arranjar um trabalho no nível mais baixo, trabalhar e subir na hierarquia gradativamente, criar uma família, se aposentar como diretor e se aposentar na velhice. Ou entram na onda do materialismo e assim que o primeiro salário cai, a corrida de gastos começa: comprar o primeiro carro, financiar a primeira casa, trocar de carro assim que a primeira promoção acontece, reformar e/ou trocar de casa, enquanto usam cada lacuna de folga para participar de viagens para longe e de duração curtíssima apenas para produzir fotos bonitas para o Instagram. Tudo isso enquanto suas finanças derretem.

Não podemos apontar dedos para quem segue estes “roteiros” cegamente porque, de uma forma ou de outra, até quem é FIRE regrado não tem seus objetivos de vida 100% definidos. Ao passo que muitos se esquivam da velha pergunta sobre “o que é o sentido da vida,” é prudente fazer este questionamento conosco mesmos de vez em quando. Além de nos trazer uma boa oportunidade para trazer consciência em nossas vidas, a verdade é que se você não descobrir qual é a sua própria definição de sucesso, outra pessoa irá definí-lo por você – e usar isso para te vender seus produtos.

E embora não queremos mergulhar em filosofia teórica eterna, temos que pensar nesta definição com uma certa regularidade. E isso pode ser feito respondendo uma pergunta simples: qual é a cara do sucesso para você?

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Alinhamento preço-valor: o post definitivo

Um dos conceitos que eu falo com mais frequência no blog é sobre valor. Neste assunto, há uma frase do Warren Buffet que muitos outros blogs de finanças gostam de mencionar que fala que Preço é o que você paga, valor é o que você recebe. E ele está certo, especialmente no âmbito dos investimentos, onde muitas vezes o valor recebido ao comprar uma empresa está muito além do que uma cotação ou valuation pode dizer.

A partir deste conceito se derivam as histórias da bolsa como as 10-baggers, 100-baggers, e seus opostos diamétricos, mas hoje quero falar de uma visão diferente sobre o conceito do valor. É uma visão do valor ainda relacionado ao preço, mas é o valor agregado relativo de algum custo que você inferiu.

Este conceito para mim é importantíssimo, e um fator crucial para o meu planejamento orçamentário e de gastos mensais. Tomei conhecimento deste conceito pela primeira vez no livro Your Money or Your Life de Vicky Robin e Joe Dominguez, e toquei brevemente no assunto durante a resenha, mas nunca me aprofundei no que ele significa, e como ele pode ser utilizado, ainda que tenho me referido a ele em vários outros posts.

Neste post irei explicar o conceito definitivamente, e mostrar como ele mudou e pode mudar a sua visão sobre gastos e orçamentos definitivamente.

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Kakeibo – o método Japonês para fazer e melhorar o orçamento doméstico

Como vai o seu orçamento? Você se orgulha dele, ou ele te traz vergonha e é melhor mudar de assunto? Acha que é um pilar importante de uma vida financeira e mentalmente saudável, ou é supérfluo, chato, e uma forma reprimida de se viver a vida?

Independente de como você vê o assunto do orçamento, pode se concluir que ele melhorá-lo é sempre beneficial. Não estou aqui para julgar ninguém, mas tenho uma crença forte que ao alinhar os seus gastos com aquilo que te traz valor, e reduzir todos aqueles outros que não trazem, você pode obter economias altíssimas sem sentir que está fazendo algum tipo de sacrifício.

Como quase tudo na vida, é muito mais fácil falar sobre isso do que fazer. Felizmente, recentemente, me deparei com uma metodologia Japonesa de fazer orçamentos chamada Kakeibo 家計簿 (às vezes escrito kakebo), que busca aumentar as economias do lar focando na conscientização dos gastos. O Kakeibo busca facilitar o jeito de como as pessoas realizam orçamentos e é ambicioso; ele promete ao praticante uma economia inicial de 35% do salário.

Vejamos como este método ambicioso e tradicional funciona, e como ele se compara com o jeito do Pinguim de fazer orçamentos.

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