A importância de começar – como dar o primeiro passo mesmo sem saber de tudo?

Não há dúvidas de que é necessário tomar um primeiro passo antes de concluir a jornada de milhares de quilômetros, e qualquer que seja o seu objetivo – financeiro, pessoal, etc – ele nunca será atingido de fato se você não tomar o primeiro passo para caminhar em sua direção.

Diante deste fato “óbvio,” é apenas irônico que quando olhamos ao nosso redor, são poucas as pessoas que realmente se arriscam e iniciam projetos novos em suas vidas. A maioria deseja, sonha alto até, mas suas realizações ficam apenas no papel.

Há várias razões para este comportamento: alguns vivem apenas de se manter no conteúdo motivacional, outros acreditam que não há porque perseguir uma ambição que custará tanto trabalho, mas eu acredito que a principal razão pela qual os projetos não decolam é outra: inação pela falta de conhecimento. Este é o medo que temos do desconhecido, de errar por não saber 100% o que vem pela frente, que nos impede de nem começar a tentar.

Neste episódio mostro como é possível vencer este medo e prosseguir em frente com qualquer projeto pessoal mesmo quando não se sabe de tudo 100% com uma lição emprestada do desenvolvimento de software.

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Podcast do Pinguim: o poder de dar tempo às coisas

Hoje em dia o mundo inteiro gosta de agir como se este fosse o último segundo da sua vida. Não há tempo para pensar fora da caixa, estudar alguma coisa nova, e nem considerar alguma coisa atual. Não – todas as decisões devem ser tomadas imediatamente, senão sua oportunidade já era.

Nosso racional sabe, porém, que o oposto é verdadeiro: temos muito mais tempo do que imaginamos hoje em dia, ou que pudermos ter na história da humanidade, graças aos avanços da tecnologia. Com esta verdade na nossa frente, por que então não fazer uso desete maravilhoso recurso e oportunidades e dar tempo para nossas escolhas e ações?

Há uma liberdade incrível quando aplicamos tempo à alguma escolha que a princípio parece ser crítica. Seja uma compra por impulso, decisão financeira ou de vida, há um poder enorme quando simplesmente nos afastamos dela por um momento e deixamos a cabeça arejar. Veja mais sobre estes benefícios neste episódio.

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O que o voo do balão nos ensina sobre os investimentos?

O primeiro voo da humanidade sem dúvida foi num balão. Relativamente simples, poucos requerimentos de engenharia e construção, e bastando alguns dias de trabalho para arrumar, o balão de ar quente encantou cientistas e aventureiros igualmente, e levou a imaginação de escritores da época em vários livros de ficção científica. Alguns disputam a aplicabilidade da palavra “voo” para descrevê-lo, visto que não meios de controle num balão, e simplesmente torna-se o ar dentro dele menos denso que o de fora para subir, ou o contrário para descer.

Independente da definição formal sobre o que o voo significa no âmbito aviação, existem poucos mecanismos que são tão análogos ao processo de investir como o voo do balão. Num balão, o único controle que existe é o de ascenção e descenção, estando qualquer outro movimento à mercê da direção dos ventos da àrea de voo. O bom balonista precisa ser igualmente um bom geógrafo para saber da direção dos ventos locais para traçar uma rota de voo certeira, caso contrário arriscando perder-se ou ser levado para longe sem forma de retorno.

Igualmente, nos investimentos temos controles muito limitados e indiretos sobre o que podemos fazer quanto ao mercado e, ainda assim, grandes investidores experientes conseguem trazer retornos extraordinários. De quais outras formas o voo do balão explica os investimentos? Vejamos a seguir.

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Como começar a usar o Linux plantou a semente do meu sucesso

Em 2010, estava voltando da faculdade para o meu quarto quando notei que meu computador estava agindo de forma estranha. A tela estava acizentada e nada que eu fizesse conseguia tirá-lo daquele estado. Tentei utilizar a solução prática e resetá-lo, mas ele nunca mais acordou. Tive que levá-lo ao suporte técnico do campus, e, como resultado, ficaria sem um computador por alguns dias.

Ficaria, pois eis que surge o meu amigo que cursava ciências da computação e me fez uma oferta que me transformou a vida.

Não tem problema, Pinguim, se você quiser, eu empresto o meu laptop secundário pra você. Mas ele roda Linux. Pode ser?

Escolhi o Linux mais por receio de não ter um computador por alguns dias, mas não pude deixar de pensar: não é aquela coisa de nerds e hackers de computador? Será que vou conseguir usar? Algumas semanas depois, o Linux se tornou o meu sistema operacional primário, e com ele, um valor importantíssimo se instalou na minha vida.

Na hora, não havia percebido isso como pertinente, mas hoje, olhando para trás, posso ver como foi importante realizar esta decisão na minha vida. E ao passo que várias melhorias – inclusive financeiras – surgiram em questão de começar a utilizar o Linux, marco um bom hábito em especial como a origem de tudo: o mindset do autodidata.

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A importância de começar

Quando se trata de aprendizado e desenvolvimento de alguma habilidade, há um passo mais importante do que fazer um planejamento perfeito ou ter as metas mais ambiciosas com o plano de ação mais perfeito. Este passo é justamente o ato de começar. Começar um novo projeto, começar a aprender alguma nova habilidade, tomar novos hábitos e recomeçar a vida; para tudo, existe aquele primeiro passo crucial, o começo que origina tudo.

Infelizmente, o simples ato de começar geralmente se torna muito mais complexo que deveria ser por conta dos nossos próprios pensamentos nos enganando e nos desencorajando. Começamos a pensar naquilo que pode dar errado e assim sabotamos os nossos próprios planos, adiando as datas de início e algumas vezes nunca vendo o projeto sair do papel. Isso não pode acontecer.

Recentemente, assisti um vídeo do YouTuber Jeff Rose, que já referenciei no blog em alguns posts anteriores, que aborda este assunto de uma maneira interessante: como é que o ato de começar foi o suficiente para que ele transformasse $100 em alguns milhões. Rose explica que foi o ato de começar dele, desde quando ele começou a se interessar pela primeira vez pela educação financeira; e desde então aquele primeiro passo se tornou o ponto de partida para que ele pudesse começar a jornada financeira.

Como é que apenas começar ajuda tanto no desenvolvimento de novos projetos e habilidades? Evitando que uma coisa chamada analysis paralysis aconteça.

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Errando

Recentemente, errei. Novamente. Fiz uma decisão que parecia ser a coisa certa na hora, mas finalmente percebi que não era e as consequências vieram. Errei depois de ter errado várias outras vezes numa vida inteira, e provavelmente não será a última vez. Mas, ainda assim, averiguei a situação, percebi que o erro não era nada fatal, me reergui e segui em frente, com muitas novas lições aprendidas a mais no bolso.

O parágrafo acima poderia ter sido completamente omitido e esquecido em meio ao meu cotidiano, mas eu optei por escrevê-lo por possuir uma coisa que poucos param para apreciar o seu valor verdadeiro: errar. Desde pequenos, somos condicionados a temer erros quando, tal como diz o ditado, eles são naturais ao ser humano, e cruciais no nosso aprendizado diário.

Ainda assim, porém, parece que todos nós temos uma persistência em abominar erros e qualquer desvio da perfeição procurada. Aqui, somos rápidos para apontar as pessoas ao nosso redor como os culpados, como as escolas, os professores, os pais e a sociedade, por exemplo. Mas a verdade é que mais do que qualquer outro, quem abomina e pune nossos erros somos nós próprios. Aprendemos desde cedo na vida que quem erra ou pratica algo fora do aceitado como certo é punido, então desenvolvemos uma defesa própria interna para nos punir e policiar contra estes erros.

Esta manobra, porém, não é sem consequência, já que reprimir os erros significa reprimir a criatividade e o espírito de experimentar que é necessário para o desenvolvimento pessoal. E assim, limita-se a vontade de tentar novamente ou querer evoluir para melhorar e conseguir acertar.

Quais são as coisas que nossos erros podem trazer que podem nos melhorar?

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Um leopardo observando sua caça à distância

O ciclo OODA e a necessidade da Agilidade para vencer

O século 21 é o século da velocidade, ou pelo menos é o que se parece.

Com a velocidade das transmissões, da telecomunicação e do transporte aumentando, nada mais natural para o ser humano de hoje querer tudo para ontem. Esta velocidade, combinada com a ubiquidade dos nossos Best Friends Forever smartphones, é o símbolo da era digital. Sempre conectado, e recebendo tudo instantaneamente, claramente o mundo digital é resumido pela palavra “velocidade,” certo? Não exatamente.

Na minha opinião, a palavra mais importante é a agilidade. A razão é simples: ao passo que a velocidade nos ajuda a tomar decisões críticas, somente velocidade não é o suficiente para alcançar a meta. Para averiguar os resultados de uma decisão e corrigir os erros consistentemente para atingir nossas metas mais rápido, é necessário ser ágil, especificamente através do ciclo OODA.

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Jeito Pinguim Explicado #2 – Simples é melhor do que complexo

Mais um post da série Jeito Pinguim Explicado


O ser humano gosta de complicar. Quando se está aprendendo algo, procura-se os básicos, as explicações simples e o modo “Easy” do jogo. Porém, graças à nossa adaptação hedônica, perdemos a satisfação com a situação atual e eventualmente queremos aumentar a dificuldade, incrementar a receita e experimentar.

Isto é ótimo para aumentar os seus horizontes, diversificar as oportunidades e habilidades, mas a expansão rápida demais pode mais prejudicar do que ajudar. Ao expandir muito rápido e sem metas definidas perde-se foco, visão da meta e o esforço diluido com a falta de experiência passa a se traduzir em menor rendimento.

Infelizmente, uma busca simples na internet hoje em dia dá a impressão que você precisa ter nada menos que algumas 483734290592 habilidades ou fontes de renda diferente para conseguir alcançar o Graal da independência financeira. Vídeos com títulos como “VOCÊ PRECISA VER ISSO PRA ENRIQUECER,” “POR QUE VOCÊ NÃO ENRIQUECEU AINDA,” etc causam um sentimento de culpa por não estar aprendendo ou explorando o suficiente. Eu discordo.

É possível, sim, atingir a independência financeira de maneira simples, seguindo um plano altamente eficiente, e simplesmente aumentando as proporções e o esforço dedicado.

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