A pérola

Outro dia na rua, passei na frente de uma joalheria e vi na vitrine uma bela pérola. Uma pérola grande, com brilho misterioso, formato perfeitamente esférico, daquelas que ficamos naturalmente mesmerizados ao olhar. O preço na etiqueta eu nem me dei o trabalho de olhar, sabia que não ia me agregar valor nenhum mesmo.

Não são todos que sabem sobre a origem da pérola, de como ela é formada e de onde vem. Alguns sabem que vêm das ostras, aquelas mesmas que comemos gratinadas, ou arriscando na praia mesmo com limão e sal na hora. Iguaria deliciosa pra uns, jóia rara pra outros. Eu vejo a pérola sob outros olhos; vejo um trabalho dedicado, superação… e paciência.

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Reflexões: o que aprendi no meu ano de desempregado

Ao invés de dar conselhos práticos ou motivar você para ganhar mais dinheiro, hoje é dia de contar uma história de vida do Pinguim Investidor. Vocês podem ler num dos meus primeiros posts a história dos meus aportes e como eu cheguei até aqui de maneira bem overview, mas sem muitos detalhes.

Muitos blogueiros e outros autores focam somente nas suas histórias de sucesso e escondem o “passado negro” que tiveram. Eu, por outro lado, acho que as partes mais interessantes da vida acontecem quando temos dificuldade e somos testados pela vida. Além disso, é extremamente inspirador ler sobre como uma pessoa superou tais dificuldades.

Hoje, me aprofundo sobre um período da minha vida quando eu me vi desempregado por um longo período, e o que aprendi quando estive durante esta fase difícil. Fiquei desempregado em 2016 no fundo da crise e só fui recuperar o emprego bem depois em 2017. Como sobrevivi, e o que aprendi neste período?

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Jump by doran Erickson

Ode ao fazer

O que você fez hoje?

E isso te trouxe até onde?

Planejar não leva a nenhum lugar se o planejamento não se torna ações concretas.

Não há resultado sem você fazer alguma coisa.

Lembra da definição da insanidade?

Insanidade é fazer a mesma coisa repetidamente e esperar resultados diferentes.

Como você começa a fazer alguma coisa diferente? Mudando.

Como você muda? Fazendo alguma coisa diferente.

Alguma coisa pequenininha, qualquer que seja. Mas faça.

Do whatever. Anything.

Bem que a Nike dizia com seu lema do Just do it

Nada vai mudar no mundo a não ser você mesmo.

Quando você disse que ia fazer aquilo “daqui a umas semanas,” foi há umas semanas atrás.

E aí?

Se você não fizer nada, como pode esperar – ou até mesmo demandar! – que alguma coisa mude na sua vida?

Eu não consigo isso… eu não consigo aquilo…

Mas peraí, você já tentou? Pelo menos tentou tentar? Como pode dizer isso então?

Faça.

Faça, porque só desta forma você irá ter algum resultado, qualquer que seja ele.

Faça, porque só fazendo que você descobre se dá pra fazer ou não. Se é bom nisso ou não.

Então pare de só ficar falando e faça.

O que é você estava fazendo agora mesmo?


Mais uma prosa do Pinguim Investidor

5 reais cara do batman

Qual é a melhor coisa que você pode comprar por cinco reais?

Vi hoje essa pergunta entre milhares de outras no Yahoo respostas. Tinha muita gente especulando, falando de investimentos e franquias que “cabem no bolso…” Infelizmente não tinha espaço lá pra elaborar a minha versão da resposta, então eu resolvi postar aqui mesmo.

A resposta, curta e grossa é: nada.

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Confrontando o cotidiano #2 – “A culpa é do RH”

Fim de ano chega e todo mundo começa a comemorar o bônus, o dinheirinho adicional que entra. Alguns pensam na viagem que vão fazer com o dinheiro extra, as comprinhas de fim de ano, pequenas extravagâncias possibilitadas pela curta elevação no padrão de vida em Dezembro, enquanto outros mais responsáveis pensam na economia, aporte e aumentar o patrimônio.

Mas será que esse “ato de caridade” da empresa ajuda quem é comprador compulsivo, gastador, e já está meio caminho a se afogar na dívida? Um camarada daqui do escritório discorda.

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Reclamar não vai te levar a nenhum lugar.

Pergunta rápida: qual é o esporte nacional?

Tirando o futebol, eu diria que, julgando somente pela popularidade, o hábito mais comum do Brasileiro (ou até mesmo do homo sapiens) é reclamar. Pense nisso por um momento. Você reclama, sua mãe reclama, sua namorada reclama, seus colegas no escritório reclamam, o pessoal militante político de cantos obscuros da sua rede social reclamam do governo atual, ou do próximo… e ainda assim, dia vem e dia vai, ninguém muda, pois ninguém faz nada. Por que será?

Reclamar é barato. Quase não tem custo pra fazer, e a oportunidade de ganhar suporte e compaixão alheia é grade. Afinal, quem não concordaria com aquelas frasesinhas do tipo aahh que droga, odeio ter que acordar cedo pra ir trabalhar e pegar um trânsito fudido / metrô cheio / ônibus fedorento e ter que falar com meu chefe babaca / fulaninha fofoqueira / ter que fazer sala pro time aah buáaa como minha vida é ruim

unhappy
Oh! Como sou infeliz!

Se fosse investimento, até soaria atrativo. Gaste pouca energia e ganhe bastante suporte alheio… Mas infelizmente, na última vez que olhei, compaixão de terceiros ainda não era aceitada como forma de pagamento das minhas contas.

Claro que existe uma necessidade psicológica para que você desestresse e se alivie do que te têm pressionado. Todo mundo precisa disso pra manter a sanidade. Mas aqui está o pulo do gato: exceto se você fizer alguma coisa em cima da sua reclamação, nada vai mudar e você nunca vai melhorar de vida. Você simplesmente vai gastar sua energia à toa.

complaining

Lição óbvia, certo? Aparentemente não, visto que a maioria das pessoas com quem convivo continua reclamando, e sequer faz alguma coisa para resolver a situação. E pior: ainda esperam que eu concorde com qualquer que seja a reclamação sob a pena de me tornar o babaca canalha insensível que obviamente não entende a dura realidade que eles estão sofrendo.

Se ao invés disso fizessem a coisa inteligente, pensassem no assunto e trabalhassem na solução, talvez não precisariam gastar tanta energia emocional mais na vida. Porém, por alguma misteriosa razão eles nunca fazem isso. Seria porque…

  • … analisar, estudar, achar a causa-raíz do problema requerem esforço?

  • … quem analisa a situação não recebe a tão desejada compaixão dos colegas por tentar sair do buraco sozinho e abandonar a manada?

  • … é muito mais fácil só ficar sentado e jogando complementos vazios (“é, é isso mesmo,” “foda né?” “que bosta, eu também”) ao invés de prover uma solução?

  • … jogar a culpa nos outros e nas circunstâncias remotas que não estão no nosso alcance direto é mais fácil do que tentar mudar as coisas?

Essa última apresenta uma questão interessante – se você tem um problema com alguma coisa, você muda a coisa em si ou muda você mesmo? Isso daria um bom tópico em si pra descobrir, mas por agora vamos dizer que eu descobri que mudar a sua percepção e (mais importante) a sua reação às coisas da vida é muito mais fácil e eficiente (stoic alert).

Novamente, fica a lição pra todo mundo: sem uma ação, não haverão resultados. Pra qualquer coisa! Olhar pra frente, ser ativo e procurar sempre a melhoria é o único caminho.

Mas por favor, não pensem que “tomar ação” inclui beber no bar com os colegas enquanto vocês descascam fulano ou sicrano que te desagradou, ou chapar em casa com vodka canalha e sprite enquanto assiste Netflix até 2 da manhã. Isso é passar metiolate num joelho que você rala todo dia – por que você não para de ralá-lo em primeiro lugar?

Finalmente, pode parecer que eu mesmo estou entrando no jogo e reclamando ao escrever este post. Talvez seja o caso, sim, afinal não sou de ferro. Mas pelo menos joguei algumas propostas de soluções no decorrer do post, então é meio caminho andado.

Abraços e até a próxima!

A história do Pinguim Investidor

Olá amigos,

Após a criação do blog, decidi dar um pouco mais de background sobre o autor deste blog. Quem é o Pinguim, afinal? De onde ele vem, e quais são seus objetivos?

Puxe uma cadeira e pegue um café que é hora da minha história.

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