Vida móvel e liberdade: lições de Amyr Klink para a comunidade FIRE

Uma das primeiras lições que aprendemos quando nos educamos sobre a independência financeira é o conceito de ativos e passivos, e a diferença entre eles. Ironicamente, esta é também uma das mais dolorosas, pois muitas vezes estamos psicologicamente instruídos a acreditar que nossa visão de sucesso envolve acumular bens de consumo que são, essencialmente, passivos e não nos trarão riqueza. Destruir esta crença limitante que coisas como carros ou casas não são ativos e – de fato – te emprobrecem é difícil, e como evidência vemos várias histórias de como celebridades bem pagas rapidamente vão à falência.

Já escrevi em diversos posts anteriores como os passivos se tornam uma âncora pesando nas suas finanças pessoais, mas existe um outro lado menos mencionados sobre os outros malefícios associados com o acúmulo de passivos: a perda da liberdade. Este lado menos explorado da história se tornou claro para mim quando li uma entrevista com o navegador brasileiro Amyr Klink, que se tornou famoso ao cruzar o Atlântico num barco à remo nos anos 80, e circumnavegar a Antártida em 1998.

Esta entrevista me surpreendeu porque à primeira vista não reconhecia Klink como um escritor de finanças, mas posteriormente descobri que ele é formado em economia. Suas experiências vivendo no mar deram a ele alguns insights importantes a respeito de como podemos viver mais eficientes e mais ricos se simplesmente largarmos a possessão de passivos, e passássemos a alugá-los quando necessário.

Este não me é um conceito novo, mas lendo a entrevista de Klink, pude ter um novo insight sobre a não-acumulação de passivos: a mobilidade que ganhamos na vida por não ter algo que nos prenda a um certo lugar ou circunstância.

Quais lições Amyr Klink pode ensinar para a comunidade FIRE?

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Atlas Quantum – uma tragédia de ganância, sardinhagem, e desonestidade

Quando li esta matéria no site do Terra, comecei pensando que era cômico, quase que engraçado, mas terminei sentindo que foi uma história de terror.

No começo, parecia mais um caso de sardinhagem só; algumas pessoas investindo em criptomoedas sem entender e entrando em pânico quando a cotação caiu, e agora reclamando com a corretora por conta das perdas. Porém, ao entrar em detalhes, percebi que o buraco era um pouco mais embaixo, e a sardinhagem mais intensa: pessoas investindo o que não poderiam perder, tentando viver e se aposentar apenas de proventos de criptomoedas e não entendendo os riscos associados com este investimento. E dado o volume de pessoas afetadas, o problema parece que foi bem mais sério do que aparentava na manchete. Foi virando uma espécie de filme de terror.

Quando um grupo de pessoas especula em criptomoedas e assim que as vacas ficam magras e o desespero bate não consegue sacar o seu dinheiro, quais são as lições que podemos tirar? Eu consigo identificar pelo menos quatro erros cometidos pelos investidores nesta história triste.

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Arrependimentos Financeiros e como evitá-los

Todos nós chegamos a errar várias vezes na vida, e sábios são aqueles que tomam estas oportunidades para aprender com os erros e melhorar a vida com base nisso. O resultado de um erro deve ser uma forma positiva de se ver a realidade, senão o progresso não aparece e assim não conseguimos seguir em frente.

Há uma diferença, porém entre ter errado e conseguir aprender para reverter a situação e ter errado para seguir o resto da vida carregando arrependimento nas costas. Isso é um sinal que você fez uma decisão que, na hora, parecia não custar muito, mas que acabou se tornando cara ao longo do tempo. Neste vídeo do gestor de fundos e autor do livro Rule #1 Investing Phil Town, estas decisões são chamadas de Financial Regrets (arrependimentos financeiros), e representam decisões com consequências pesadíssimas lá na frente.

Certamente é difícil dizer que nunca passamos por algum arrependimento assim na vida, e mais difícil ainda prever quais decisões poderão se tornar tais arrependimentos no futuro. Aqui vamos explorar algumas delas que ele descreve.

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Comentário do Pinguim #4 – Investimentos Indiretos, riscos e Desterceirização

Como devo investir meus primeiros mil reais?
Qual é a melhor forma de começar a investir?
Qual é o melhor produto pra se investir quando se tem pouco dinheiro?

Estas são algumas das perguntas clássicas de quem começa a investir, e refletem uma insegurança que todos nós temos ou já tivemos como iniciantes nas finanças pessoais. Atire a primeira pedra quem nunca fez essa pergunta para algum mentor ou procurou no Google ou algum fórum da internet sobre o assunto.

O grande problema por trás deste tipo de pergunta é que ela esconde um outro problema que a pessoa não quer tratar no momento, mas que é fundamental para ela começar e continuar a ter prosperidade financeira na vida: ela não entende os fundamentos de como funcionam os investimentos. Esta falta de educação financeira é a maior razão pela qual tantos iniciantes desistem depois de da euforia inicial de investir, pois o investimento não foi com a expectativa que tinham de enriquecer rapidamente.

Recentemente assisti alguns vídeos do YouTuber Jeff Rose, sobre quem escrevi anteriormente num outro post sobre motivação, onde ele reverbera a minha opinião sobre estas perguntas de quem inicia: no começo, o melhor investimento que você pode fazer é em você mesmo, na forma de conhecimento. Estes investimentos, chamados de Income Accelerators por Rose, são investimentos não-tradicionais que oferecem a você a oportunidade de aprender a ganhar mais dinheiro por você mesmo e desterceirizando o processo.

Medir o retorno destes investimentos é complicado, pois não há o conceito de ROE tradicional, mas eles podem ser os primeiros passos que um investidor pode tomar para iniciar uma carreira com o pé direito. Vamos ver como eles funcionam.

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Comentário do Pinguim #3 – Quando vai estar bom para se preparar financeiramente?

O ser humano parece que nunca está numa situação satisfeita; há sempre uma oportunidade ou outra de reclamar e se socializar com outros seres humanos reclamões, ou de culpar alguma coisa ou outra pela razão que sua vida não está 100% perfeita ou de acordo com algum padrão ditado.

Esta matéria do InfoMoney reverbera bem a mensagem, quando expõe que mais de 60% da população não consegue economizar nada no fim do mês.

Isso mesmo, mais de metade da população pesquisada tem uma taxa de aporte zerada, e isso em meio a uma situação econômica positiva, onde se canta um repertório de recuperação e reconquista econômica no país, junto ao novo governo.

Como é que tanto em meio a prosperidade econômica as pessoas ainda não conseguem se beneficiar financeiramente? A resposta pode estar na forma de como as pessoas justificam suas decisões financeiras.

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Comentário do Pinguim #2 – Sobre a Tributação e Independência

Mais um comentário do Pinguim para você, e desta vez trago um vídeo que apareceu no meu feed de inscrições no YouTube feito pelo Rafael Seabra. O canal dele foi um dos primeiros que eu comecei a seguir assim que comecei a me aprofundar na educação financeira, e o assisto regularmente até hoje.

Seabra postou um vídeo com um título de opinião meio forte, falando sobre os tributos absurdos pagos no Brasil sobre bens e commodities básicos em comparação a outros países desenvolvidos ou não. Eis o link do vídeo:

Embora a tributação seja um assunto delicado, que causa muitas discussões sem fim nos cantos da internet, eu acredito que o ponto do Seabra é mais interessante para quem procura se desenvolver e buscar independência financeira. A lição que o vídeo nos traz é que a sua preparação deve estar pronta para que quaisquer que sejam os problemas e decisões alheias.

Em outras palavras, o que é melhor: reclamar sobre o governo, a situação da economia ou do emprego, ou tomar as rédeas da sua vida e começar a se educar financeiramente?

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O sucesso do Arnold Schwarzenegger explicado numa única entrevista

Eu não assisto TV e minha exposição às mídias sociais são limitadas a assuntos relacionados ao meu site e diheiro em geral. Quando eu entro no YouTube, é apenas para ver vídeos motivacionais ou aprender coisas novas em epreendimento ou investimentos. Estes são os hábitos que me diferem da média e me tornam rico, mesmo que apenas em mente. Desta forma, quando a Sra. Pinguim me chamou para assistir uma entrevista no The Noite com o Arnold Schwarzenegger, eu não dei muito valor à primeira vista.

Se este post existe agora, é porque eu fui convencido do contrário. Os vinte minutos de entrevista foram mais do que suficiente para me fazer entender por que o Arnold foi bem-sucedido na vida, e até hoje se mantém ativo e promovendo os seus empreendimentos embora os seus 71 anos de idade. Se pudéssemos sumarizar as lições de sua história em uma palavra, seria dedicação.

Certamente o Arnold aprendeu o significado da dedicação nos seus anos de juventude no fisioculturismo; a dedicação é crucial para o sucesso neste esporte como qualquer adepto e praticante irá lhe falar. Mas pra ele, a dedicação vai muito além de apenas ter ganhado o Mr Olympia múltiplas vezes nos anos 70; ele usou a dedicação aprendida para construir um verdadeiro império a partir de sua imagem, sua marca pessoal, que estendeu-se no filme, empreendedorismo, uma carreira política nos EUA e eventos de fisiculturismo que levam o seu nome até hoje.

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Comentário do Pinguim: InfoMoney – 7 sinais de que você nunca será rico

Este post completa 50 posts no Pinguim Investidor! Fiquem ligados para outros 50 em breve!


Olá, Finansfera! Esta semana um leitor me enviou um artigo do InfoMoney sobre alguns hábitos financeiros ruins que impedem as pessoas de alcançar a independência financeira.

InfoMoney – 7 sinais de que você nunca será rico

O artigo é rápidamente digerido é recheado de insights interessantes, alguns que se alinham com a filosofia do Pinguim, outros soam esquisito aos meus ouvidos frugais.

Vamos ver como este artigo do InfoMoney se alinha com a filosofia do Pinguim.

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