Por que eu gosto tanto de Fundos Imobiliários nos meus investimentos?

Se você investigar meus posts sobre fechamento do mês, verá que eu tenho uma grande parte dos meus investimentos atrelados aos Fundos Imobiliários. Não é por menos. Eles incorporam bem a minha filosofia do Cash Cow, providenciam proventos regularmente, são menos voláteis do que ações e alguns fundos possuem um risco bem mais espalhado.

Se você gosta destas características num investimento, pode descobrir que os FIIs são uma ótima adição para uma carteira de renda variável focada em renda passiva. Infelizmente, nem tudo são rosas, e os FIIs também possuem suas desvantagens em comparação a outros investimentos similares ou complementares.

Veja neste vídeo algumas razões pela qual investir nestes ativos são interessantes ao longo prazo.

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Podcast do Pinguim: Pare de dar o nome errado aos bois financeiros

É comum, ao aprendermos novos conceitos, que demos nomes e apelidos às coisas que vamos aprendendo. É natural, e algumas vezes até nos ajudam a memorizá-las (quanto mais engraçado, memorável ou diferente pintamos um conceito na nossa memória, mais rápido e naturalmente conseguimos acessá-lo).

Embora nas finanças estes apelidos, analogias e outras coisas também nos auxiliem no nosso aprendizado, alguns nomes e conceitos precisam ser cuidadosamente estudados para não causar dúvida, confusão ou – pior – decisões erradas no decorrer do prazo. É fato que muitos dos termos do mercado financeiro são associados para justamente causar confusão e parecer complexos, e acompanhado de um Marketing que busca cada vez mais proteger as corretoras, temos um prato cheio para pessoas confusas e fazendo escolhas erradas.

Vejamos a palavra “investimento,” por exemplo. Ela está tão corrompida atualmente que bens como carro e casas próprias são chamadas de investimentos, igualando-as com ativos financeiros de qualidade como ações ou o Tesouro Direto. E embora este desentendimento a princípio pareça apenas ingenuidade, ao longo prazo é a fonte perfeita para o desastre financeiro. Veja neste episódio o por quê.

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Sobra cognitiva e a quarentena

A quarentena global que o COVID-19 impôs à todos foi sem dúvida um efeito contra o qual quase não foi possível prever. Com milhões de pessoas confinadas às suas casas, e, subitamente com todo aquele tempo que a princípio nunca conseguiam reservar de volta às suas mãos, igualmente elas não estavam preparadas para o que aconteceria em seguida. Num ambiente estranho, um home office que cada vez mais “home” do que “office” perfeito para aumentar as distrações, e com vastas oportunidades para procrastinação facilitadas como a abertura dos canais de TV a cabo, disponibilização de programação de entretenimento gratuita, simplesmente não pudemos resistir a uma tendência natural do ser humano: a procrastinação.

Se você acha que esta tendência a procrastinar é algo moderno, fruto de um mundo repleto armadilhas de atenção – como cada um dos seus aplicativos no seu smartphone – porém, pense novamente. A verdade é que durante cada fase da evolução da sociedade humana como um todo, todas as vezes que alguma grande invenção ou descoberta é feita que libera mais tempo para as pessoas, a tendência à procrastinar imediatamente se instala. Um grande exemplo foi a crise do Gin de Londres no Século XIX, onde um país recém-transformado pela revolução industrial encontrou grande parte da população ociosa na maior parte do dia, sem mais precisar trabalhar horas por dia no arado para receber comida, por exemplo. Para “passar o tempo” antes impossível de ser obtido, as pessoas passaram a se intoxicar com álcool, especialmente o forte Gin da época.

Tendências como esta nos mostra um exemplo de sobra cognitiva, onde as pessoas recebem a oportunidade (seja em tempo, segurança ou realização fisiológica) de utilizar seu intelecto, mas acabam por disperdiçá-lo em prol do ócio ou outra atividade não-produtiva. Este termo foi criado pelo sociólogo americano Clay Shirky em seu livro Cognitive Surplus para descrever a tendência atual que, graças aos nossos dispositivos e entretenimento disponível 24 horas por dia, ignoramos nosso potencial cognitivo para “descansar a mente” com entretenimento e outros disperdícios mentais. E especialmente durante esta quarentena do COVID-19, pudemos ver a estensão que esta sobra cognitiva pode ter, começando na nossa própria rotina.

É importante observar a nossa própria sobra cognitiva como uma reflexão sobre o quanto estamos produzindo durante esta quarentena. E embora este tópico possa esbarrar na constante fala de produtividade, há um assunto mais profundo sobre o desenvolvimento pessoal que precisamos observar nestes casos: o nosso constante aprendizado.

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O que o voo do balão nos ensina sobre os investimentos?

O primeiro voo da humanidade sem dúvida foi num balão. Relativamente simples, poucos requerimentos de engenharia e construção, e bastando alguns dias de trabalho para arrumar, o balão de ar quente encantou cientistas e aventureiros igualmente, e levou a imaginação de escritores da época em vários livros de ficção científica. Alguns disputam a aplicabilidade da palavra “voo” para descrevê-lo, visto que não meios de controle num balão, e simplesmente torna-se o ar dentro dele menos denso que o de fora para subir, ou o contrário para descer.

Independente da definição formal sobre o que o voo significa no âmbito aviação, existem poucos mecanismos que são tão análogos ao processo de investir como o voo do balão. Num balão, o único controle que existe é o de ascenção e descenção, estando qualquer outro movimento à mercê da direção dos ventos da àrea de voo. O bom balonista precisa ser igualmente um bom geógrafo para saber da direção dos ventos locais para traçar uma rota de voo certeira, caso contrário arriscando perder-se ou ser levado para longe sem forma de retorno.

Igualmente, nos investimentos temos controles muito limitados e indiretos sobre o que podemos fazer quanto ao mercado e, ainda assim, grandes investidores experientes conseguem trazer retornos extraordinários. De quais outras formas o voo do balão explica os investimentos? Vejamos a seguir.

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Como chegar ao TOP 5 de qualquer coisa?

Todos queremos alcançar o topo de alguma coisa na vida. Ser um dos melhores em alguma coisa é um requerimento fixo para qualquer forma de sucesso. Pertencer à média não lhe pagará o sucesso devido. Porém, a maioria das pessoas se desencoraja e prefere não seguir este caminho justamente por conta do trabalho necessário para atingir este desejado patamar.

A verdade, porém, é que atingir o sucesso não precisa ser uma coisa extremamente trabalhosa. Isso é porque o sucesso largamente depende da sua percepção e do grau de engajamento da sua competição. É difícil, por exemplo, se tornar o melhor jogador de futebol do mundo por conta da enorme competição, engajadíssima para tomar esta posição. Porém, obter sucesso em algum outro âmbito pessoal ou menos procurado pode ser surpreendentemente simples. A regra que existe aqui é simples: para atingir o TOP 5%, você precisa fazer mais que os outros 95%.

O segredo? Escolher qual o âmbito do TOP 5% que você deseja se tornar. TOP 5% de horas de TV assistidas? TOP 5% em horas de sono? TOP 5% de procrastinação? Ao tomar atitudes pequenas mas poderosas (como hábitos), você irá se afastar destes âmbitos danificantes, e se aproximará de outros mais construtivos. Que tal TOP 5% de salário economizado? TOP 5% de maiores aportes mensais? De horas exercitadas durante a semana? É na prática dos objetivos certos que você consegue atingir a excelência.

Veja neste episódio como você pode escolher e tornar o jogo ganhável para o seu lado.

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Podcast do Pinguim – Como o controle emocional lhe traz maiores retornos

No começo dos anos 70, pesquisadores da universidade de Stanford realizaram um experimento bem peculiar. Colocaram várias crianças individualmente numa sala fechada na companhia de um solitário marshmallow num prato. A escolha dada à criança era: comer o marshmallow agora, ou esperar dez minutos para conseguir comer dois.

Na hora, o experimento apenas mediu o autocontrole das crianças, mas o maior resultado na verdade veio anos depois: os pesquisadores descobriram que as crianças que conseguiram esperar o segundo marshmallow foram muito mais bem sucedidas na vida, entrando em melhores faculdades, pegandos empregos melhores, etc.

O que esse experimento nos mostra é o poder que o autocontrole racional possui na nossa habilidade de produzir e obter sucesso. E isto se aplica diretamente nos investimentos – aqueles que controlam seu medo e ganância são recompensados com retornos muito melhores ao longo do tempo. Tanto segurar em tempos de queda quanto não comprar em tempos de alta são habilidades racionais valiosíssimas, e tornam os investidores de sucesso exceções na curva.

Veja como isso acontece neste episódio.

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Mais um emprego não vai te salvar

Quando se trata do esporte favorito de todos, reclamar deveria estar rankeado entre um dos top 5. Infelizmente, a maioria pratica este hábito destrutivo com tanta naturalidade que ne chegam a perceber que estão de fato perpetuando o hábito. Reclama-se de tudo, da vida, da cidade, da política, da família e – acima de tudo – da situação financeira atual.

Tratando do assunto das suas finanças pessoais, a maioria acredita que, não importa qual a sua situação financeira atual, tudo seria melhor se simplesmente tivessem um emprego melhor. Um chefe mais compreensivo, uma rotina menos estressante, um local de trabalho mais acessível. Ah sim, e com certeza um salário maior. Elas predicam o se sucesso financeiro (ou falta de) num único fator fora do seu controle que é o trabalho e o salário recebido. Não só esta visão de dependência completa sobre o trabalho é extremamente limitante, mas ela também se torna o fator primário pelo qual elas passam a detestar o trabalho.

O grande problema é que, ao contrário do que as gerações anteriores acreditavam e seguiam, hoje em dia apenas um emprego melhor não vai salvar a sua vida financeira. Existem muitos fatores na atualidade que jogam contra você que simplesmente não existiam nas gerações passadas, que acreditavam em salários vitalícios, empresas perenes e um Estado “coruja” capaz de sustentar a todos. Uma população cada vez mais velha, competição cada vez maior e uma cultura de crescente outsourcing significa que o conceito de salário se torna cada dia menos poderoso e mais incerto quando se olha para o futuro.

Como, num cenário incerto e caótico como este, você deve então garantir a sua segurança financeira? A resposta, novamente, é: investindo.

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Quantas aposentadorias você já gastou na vida?

Solange mistura o açúcar no café olhando para baixo. “Está ficando difícil, Pinguim,” ela diz. Do auge dos seus 36 anos de idade e uma carreira brilhante de uma próspera empresa, a gerente de operações passa uma tarde de sábado em off comigo conversando num restaurante e me contando como estão as coisas e como vai sua vida ultimamente.

Uma pessoa trabalhadora, batalhadora e – há quem diga – para quem a sorte sorriu mais de uma vez, Solange veio de uma pequena cidade do interior do Rio de Janeiro para começar a vida profissional na cidade maravilhosa. Terminada a faculdade, conseguiu um emprego rapidamente e viu sua carreira subir de forma brilhante. Tornou-se o braço direito de vários diretores da empresa e obteve um salário de cinco figuras numa rápida escala, mergulhando assim na vida dos ricos rapidamente.

Esta mudança brutal, porém, não passou despercebida: Solange ajustara seu estilo de vida quase que imediatamente para “fazer jus” ao seu novo patamar salarial. Dez mil reais ao mês e obteve um carro novo. Quinze mil ao mês, seu primeiro apartamento comprado. Vinte mil, mudou-se com o marido para o segundo, e maior, apê. Isto sem contar viagens e procedimentos que “rechearam” os gastos entre um aumento e outro.

Solange nunca foi inconsequente com seus gastos, e felizmente nunca contraiu uma dívida ou passou por apertos financeiros. Ela sempre soube da importância de poupar para satisfazer seus desejos financeiros de curto prazo, e munida de um salário a princípio infindável, conseguia facilmente atendê-los sem risco ou sacrifício algum.

Por trás desta vida a princípio perfeita, porém, haviam muitos problemas enterrados. O ambiente de trabalho era pesado. Em algum momento nos últimos cinco anos, a situação começou a afundar. O prazer em servir e ser produtiva foi se esgotando. O trabalho passou a ser mais um fardo do que uma fonte de renda, e ela se tornou cansada daquelas cobranças constantes e broncas vindas do “alto escalão” imperfurável da empresa. E mais recentemente, tornou-se saudosa, pensando na sua vida de infância e adolescência na pequena cidade de onde veio, onde tinha uma vida pacata e tranquila, e como era a vida lá sem a pressão que sofre atualmente.

“Desejo muito voltar, viver perto da minha mãe e da minha família. Mas temo que nunca mais vou conseguir encontrar um emprego com um salário destes se eu fizer isto. A verdade é que eu não posso sair deste emprego. Por isso continuo aqui, me arrastando diariamente para sobreviver.”

E com as lágrimas se formando nos seus olhos, naquela hora tive que encará-la para lhe falar uma dura lição. Uma lição que ela não queria ouvir, mas provém a dura verdade. E a verdade é que a Solange já poderia ter se aposentado e saído deste emprego há anos – mas ela optou por gastar esta liberdade comprando outras coisas que julgou mais importante.

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De quem você obtém seus conselhos financeiros?

Quando começamos a investir, é normal termos muitas dúvidas e perguntas sobre ao assunto. Para aprender mais, utilizamos do mesmo método de sempre: perguntar aos mais experientes. Porém, ao nos consultarmos, especialmente para um serviço gratuito, temos que nos atentar quanto à possibilidade daquela pessoa estar com segundas intenções por trás da aparente vontade de te ajudar. E quando se trata de auxílio financeiro, quase sempre o gerente do seu banco possui outros interesses além dos seus. Tal como influencers e outras “estrelas” das finanças.

Por que esta tendência existe? Pela mesma razão pela qual você não iria pedir a um açougueiro conselhos de dieta.

Veja a explicação em detalhes neste vídeo.

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Podcast do Pinguim: Quando estará bom para se preparar financeiramente?

“Não reze por uma chuva mais fraca; reze por um guarda-chuva mais forte” – Provérbio Inglês.

Quando se trata de planejamento financeiro, preparação é mais do que uma palavra-chave: é o fator crucial e vital que dirige o projeto inteiro. Uma pessoa bem-preparada financeiramente está sempre pronta para enfrentar qualquer crise financeira e virar o jogo, ou até mesmo aproveitar para comprar ativos em preços deprimidos.

Infelizmente, a maioria esmagadora das pessoas falha em ver a necessidade disto: elas esperam os tempos ficarem ruins para começarem a pensar no seu planejamento financeiro. Podemos ver esta tendência atualmente com o milhões dependendo do auxílio do governo para a crise do COVID-19, mas esta mesma situação se repetiu entre 2010 e 2012 quando o Brasil teve um boom econômico, e as pessoas aproveitaram para se “sentirem ricas” e acharam melhor gastarem seu dinheiro em extravagâncias ao invés de se prepararem enquanto os tempos eram bons. O período de crise entre 2014 a 2017 novamente as provou o contrário.

Você está atualmente passando por mais um teste econômico, e a lição que fica é essa: é melhor se preparar em bons tempos para passar os maus tempos com tranquilidade. Veja mais nesse episódio.

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