Confrontando o cotidiano #3 – “Ninguém nunca ficou mais pobre por quinze reais.”

Mais um post da série confrontando o cotidiano.


A hora do almoço é uma hora interessante. É a única hora onde se pode parar para observar o comportamento pessoal das pessoas em âmbito profissional. Uma das coisas que observo é que ao passo que muitos fazem desta hora como se fosse sua hora da recompensa, quase que um mini ou pré-happy hour. Isso significa bons restaurantes, pratos finos com direito a bebida e – dado o dia certo (sexta-feira) – até uma cerveja de extravagância. Boa, né?

Significa também que o dinheiro vai embora despercebido, diluido em refeições água abaixo que não trazem nada de especial, custam muito mais do que o justo pelo valor nutricional, demoram muito mais tempo do que o necessário para uma refeição e que te roubam do tempo que você poderia aproveitar para estudar ou refletir sobre o seu próprio enriquecimento.

Oops.

Semana passada, quando estava tirando o meu almoço um colega de trabalho perguntou se eu ia almoçar. Tentei fazer uma piadinha.

Colega: “E aí, Pinguim, vai almoçar?”

Pinguim Investidor: “Não, cara. Estou de dieta.”

C: “Dieta? Que dieta?”

P: “Uma dieta pra minha carteira!”

C: “Fala sério, isso não deve nem te economizar quinze reais. O que são quinze reais hoje… ninguém nunca ficou mais pobre por conta de quinze reais só…”

Aí a piada acabou:

P: “Também ninguém nunca ficou mais rico gastando quinze reais à toa.”


Todos estão tão preocupados em conseguir converter o dinheiro que tem na mão em algum prazer que se esquecem do poder que ter dinheiro traz. Não… eu não “deixei de gastar” quinze reais trazendo almoço de casa naquele dia. Eu ganhei quinze reais para investir e ganhar mais dinheiro.

Uma falácia que aparece quando se fala de orçamentos é o conceito do limite: se a meta é economizar 20% e você economiza 30% isso não significa que você tem 10% a mais pra gastar, especialmente se nenhum prazer em especial vai surgir disso.

Você vai mesmo gastar essa sobra, essa vantagem de 10% a mais? Claro que você pode gastar isso sim se quiser pois, afinal, está dentro do orçamento e não vai te deixar pobre.

Mas também não vai te deixar rico.

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